Publicado em 09/04/2021 21h30

Ministro visita laboratório da Fiocruz e ressalta importância do IFA nacional para a autonomia brasileira por vacinas

Marcelo Queiroga visitou o complexo que produz a vacina Fiocruz/Oxford, no Rio de Janeiro

Foto: Peter Ilicciev

Com o objetivo de avançar cada vez mais na vacinação de brasileiros contra a Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visitou as instalações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, na manhã desta sexta-feira (9/4). Ontem, Queiroga esteve em Porto Alegre, onde se reuniu com pesquisadores da vacina da Janssen e conheceu experiências do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) no combate à doença.

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, e o diretor do laboratório BioManguinhos, Maurício Zuma, apresentaram as instalações da produção da vacina desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. Em seguida, o ministro visitou a Unidade de Apoio Diagnóstico da Covid-19. O roteiro também inclui reunião na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“No início da nossa gestão à frente do Ministério da Saúde, nos comprometemos em aplicar 1 milhão de doses todos os dias, que são aplicadas através do nosso Programa Nacional de Vacinação (PNI), que dispõe de uma estrutura de 37 mil salas de vacinação no nosso Brasil. Podemos avançar mais, mas isso requer mais vacinas e há uma carência no mercado internacional”, explicou Queiroga.

Durante a visita, o ministro pôde ver a produção do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) nacional, algo essencial para a autossuficiência do Brasil no que diz respeito à imunização de sua população. “Isso representa uma conquista excepcional, a autonomia do Brasil na produção de IFA, isso dispensa a necessidade de importação desse insumo, para que a Fiocruz possa produzir vacinas”, destacou.

Outro ponto reforçado foi a capacidade da ciência brasileira em conseguir, em apenas um ano, desenvolver a matéria-prima necessária, num curto espaço de tempo, para ampliar a capacidade vacinal. O ministro também sustentou a importância de se respeitar a independência e prerrogativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para avaliar, sob todos os aspectos técnicos, a segurança dos imunizantes.

O estado do Rio já recebeu 4,4 milhões de doses de vacinas covid-19, e vacinou 1,7 milhões de habitantes até o momento.